sábado, 20 de setembro de 2008
Mártir dos escombros
A todo homem que sofre agora canto
pois tenho em mim a Humanidade inteira,
e quando um sofre, também sofro, enquanto
a mim não chega a hora derradeira.
Filhos legítimos do desencanto,
sou o afago-reflexo em vossas vistas,
clarão da Idéia, insensatez do pranto,
reflexos de diamantes e ametistas.
Se brilha o Sol e a luz da Lua brilha
minha alma é uma mendiga, é uma andarilha,
que procura esmolar luzes mais fortes.
Carrego em mim, ah!, mártir dos escombros,
a Tristeza do mundo sobre os ombros
e um cemitério com um milhão de mortes!
Araxá, em 2008.
Copyright - Todos os direitos reservados.
pois tenho em mim a Humanidade inteira,
e quando um sofre, também sofro, enquanto
a mim não chega a hora derradeira.
Filhos legítimos do desencanto,
sou o afago-reflexo em vossas vistas,
clarão da Idéia, insensatez do pranto,
reflexos de diamantes e ametistas.
Se brilha o Sol e a luz da Lua brilha
minha alma é uma mendiga, é uma andarilha,
que procura esmolar luzes mais fortes.
Carrego em mim, ah!, mártir dos escombros,
a Tristeza do mundo sobre os ombros
e um cemitério com um milhão de mortes!
Araxá, em 2008.
Copyright - Todos os direitos reservados.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Um comentário:
SONETO DA BAGUNÇA
Para Ricardo Wagner
Ainda bem que não faço Direito
Chapo no fim de semana
E levo para o sacrifício o cordeiro
Para dar o sangue limpo e perfeito.
Vago na noite obscena
Encantada com estrelas virgens
Anjos caem de cometas
E a cena inunda uma explosão de sacanagens.
Ouço um grito diferente
Macabro e sarcástico
Que arde o Ártico fervente
Sangrando vão os Rumores
Das Existências ignoradas
Alegrando os sem pudores nas madrugadas.
Cássio Amaral.
2003.
Postar um comentário