
Quando os seres do mundo estão cansados
De viver sem refúgio e esperança,
Começam a rogar, em altos brados,
À volta da alegria e da bonança.
No Céu, a multidão de anjos alados
Circunda o Criador, e com voz mansa,
Entoam cânticos desesperados,
Semelhantes ao choro de criança;
O Monarca celeste, muito sábio,
De um gesto toma formidável estrela
E a leva, lentamente, à flor do lábio;
Depois, já arrependido de perdê-la,
Sopra-lhe o casto sopro da bondade.
E manda mais um ser p'ra Humanidade.
Perdizes, 15 de agosto de 2009.

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