quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Cotidiano da noite
O paletó descansa amarrotado
E ao seu lado descansa meu chapéu.
Só a minha tristeza não descansa.
Estou faminto mesmo na abastança.
Na rua, um transeunte me interpela
E me pede cigarros e o isqueiro.
A madrugada fecha os bares cedo.
Meu coração é como uma capela.
Chego em casa e não sei por que aqui vim.
Os meus móveis são novos e eu sou velho.
Na geladeira, a carne já esquecida.
A Morte traz a ilusão do fim.
Espero o dia. A volta da alvorada
Traz a certeza das conquistas fúteis.
Vejo a noite expirar em tons dourados.
Meus sonhos todos são desesperados.
O pássaro está morto na gaiola.
Suas asas muito abertas já não podem
Sobrevoar o espaço da prisão.
A vida escorre, e esse escorrer é vão.
Faço as malas.O sol está chegando.
Morreram as sombras no teatro azul.
Espero a hora certa da viagem.
O meu destino é como um quadro nu.
Araxá, em 2009.
E ao seu lado descansa meu chapéu.
Só a minha tristeza não descansa.
Estou faminto mesmo na abastança.
Na rua, um transeunte me interpela
E me pede cigarros e o isqueiro.
A madrugada fecha os bares cedo.
Meu coração é como uma capela.
Chego em casa e não sei por que aqui vim.
Os meus móveis são novos e eu sou velho.
Na geladeira, a carne já esquecida.
A Morte traz a ilusão do fim.
Espero o dia. A volta da alvorada
Traz a certeza das conquistas fúteis.
Vejo a noite expirar em tons dourados.
Meus sonhos todos são desesperados.
O pássaro está morto na gaiola.
Suas asas muito abertas já não podem
Sobrevoar o espaço da prisão.
A vida escorre, e esse escorrer é vão.
Faço as malas.O sol está chegando.
Morreram as sombras no teatro azul.
Espero a hora certa da viagem.
O meu destino é como um quadro nu.
Araxá, em 2009.
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