
Há segredos escuros em tu’alma,
Ó Musa do celeste firmamento.
Por trás da névoa de tua face calma
Há uma tempestade de tormento.
Deixaste o desespero vir no vento
Quando o pranto cobriu-te a aridez d’alma;
Agora que és escrava do Lamento
A calma que possuíste não te acalma.
A honra de louvar-te tu me deste:
Tuas vestes alvas eu toquei faminto,
Abrasando com sangue o azul celeste;
Mas agora que morres na desgraça,
Só me resta beber da fina taça
Onde deixaste a dor que agora sinto.
Perdizes, setembro de 2009

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