
Se há um Deus, se Dele a vida brota
Para o ciclo nervoso da matéria,
Se ao final desta guerra a luz derrota
A escuridão fatídica e funérea,
Se Ele jogara um anjo ao precipício
Para que os outros anjos o temessem,
E tudo retornasse a um só início,
E nesse início os homens padecessem,
Se Deus (ou outro nome e outra sina)
Ao fim de tudo esquece, e assim termina
Por perdoar ao pobre pecador,
Por que magoa tanto a nossa alma,
Se no final Ele a acolhe e a acalma,
Se no final Ele lhe dá calor?!...

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