quarta-feira, 17 de junho de 2009
Soneto de ventura
Visita a minha campa quando eu for
Buscar num outro mundo a paz eterna;
E se lembrares que eu to tinha amor,
Entra comigo na fria caverna.
Sem mim foste infeliz – agora vais
Tão fatigada... como eu sempre estive.
O teu repouso não virá jamais,
E tu serás fantasma que ainda vive...
Mas por estes caminhos, de mãos dadas,
Como duas crianças devotadas
A um brinquedo alegre que faz bem,
Busquemos juntos da montanha o cume,
E Deus nos possa aspergir perfume
Na inumana expedição do Além.
Perdizes, junho de 2009
Buscar num outro mundo a paz eterna;
E se lembrares que eu to tinha amor,
Entra comigo na fria caverna.
Sem mim foste infeliz – agora vais
Tão fatigada... como eu sempre estive.
O teu repouso não virá jamais,
E tu serás fantasma que ainda vive...
Mas por estes caminhos, de mãos dadas,
Como duas crianças devotadas
A um brinquedo alegre que faz bem,
Busquemos juntos da montanha o cume,
E Deus nos possa aspergir perfume
Na inumana expedição do Além.
Perdizes, junho de 2009
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