segunda-feira, 30 de novembro de 2009
O diletante
Apesar da roupa velha,
Cheia de manchas e furos,
Do chapéu de abas cansadas
E dos passos inseguros;
Apesar dos aros tortos
Nos óculos mal cuidados,
Das calças puídas grossas,
Da feiúra dos sapatos;
Apesar da embriaguez
Tomar-lhe todo o dinheiro,
E de ter por agiota
O sórdido taberneiro;
Apesar da fama ruim
Debitar o seu imposto,
E a escolha da gravata
Ser de um extremo mau- gosto;
Apesar do pouco fôlego
E da tosse impertinente,
Dos cigarros mui baratos
Comprados inutilmente;
Apesar da dor que sente
Ser apenas o prelúdio,
Das horas insones gastas
No desespero do estudo;
Ele inda vai escrever
Sem objetivo, sem meta,
Pois sua maior diversão
É fingir-se de poeta.
Perdizes, novembro de 2009
Cheia de manchas e furos,
Do chapéu de abas cansadas
E dos passos inseguros;
Apesar dos aros tortos
Nos óculos mal cuidados,
Das calças puídas grossas,
Da feiúra dos sapatos;
Apesar da embriaguez
Tomar-lhe todo o dinheiro,
E de ter por agiota
O sórdido taberneiro;
Apesar da fama ruim
Debitar o seu imposto,
E a escolha da gravata
Ser de um extremo mau- gosto;
Apesar do pouco fôlego
E da tosse impertinente,
Dos cigarros mui baratos
Comprados inutilmente;
Apesar da dor que sente
Ser apenas o prelúdio,
Das horas insones gastas
No desespero do estudo;
Ele inda vai escrever
Sem objetivo, sem meta,
Pois sua maior diversão
É fingir-se de poeta.
Perdizes, novembro de 2009
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